segunda-feira, 20 de outubro de 2014

De volta aos ferros!

Depois de quase 2 meses e meio, hoje retornei aos meus treinos de musculação...
Sim... professor também passa por momentos de pura preguiça! haha

Nesse tempo, apenas continuei correndo com o pessoal do SEMPRE+, mas abandonei totalmente qualquer tipo de treino de resistência muscular (nem musculação, nem treinamento funcional...), o que é totalmente prejudicial para mim, já que por conta da corrida, preciso fortalecer os músculos que me dão estabilidade para joelhos, tornozelos e quadril para evitar lesões... além de uma bursite no ombro direito que ganhei em um acidente de moto que exige fortalecimento continuo pelo resto dos meus dias...

Hoje, de volta aos ferros! 
Treino de musculação de (re)adaptação, por enquanto!
E segunda é dia de Dorsais e Bíceps!

Aquecimento: 2Km de esteira (+/- 12min)
3 x 15 para cada exercício com 1min de intervalo, com carga moderada:


- Polia Superior Costas
- Polia Superior Frente (aberta)
- Remada Baixa
- Remada cavalo
- Rosca Alternada
- Rosca Martelo 45°
- Abdominal Estendido (séries de 20)

Parece pouca coisa, mas o recomeço também cansa... e professor também sente dor! haha

Pra hoje a noite, acompanhar meus atletas da vida real num treino de 5Km com tiros de velocidade...

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Outubro Rosa!


Neste mês comemoramos o Outubro Rosa, um movimento de adesão mundial que visa estimular a luta contra o câncer de mama e o SEMPRE+, não poderia deixar de dar uma parcela de colaboração com algumas informações relevantes!


Na foto, os alunos dos grupos de corrida de rua e treinamento funcional, vestindo a ideia!


O que é câncer de mama?
Consiste no desenvolvimento anormal das células da glândula mamária, que multiplicam-se repetidamente até formarem um tumor. O número de casos vem crescendo especialmente em países em desenvolvimento, onde a maioria ainda é diagnosticada em estágios avançados.

Qual a incidência do câncer de mama?
É o segundo tipo mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado precocemente, o prognóstico é relativamente bom.
De acordo com as estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2014 deveremos ter mais de 57 mil novos casos. Em 2011, tivemos mais de 13 mil mortes devido à doença, sendo 120 em homens.

Quais os fatores de risco?
Os principais fatores de risco estão ligados a hormônios, idade, fatores reprodutivos e hábitos de vida. Também consideramos o consumo exagerado de alimentos gordurosos e de bebidas alcoólicas, além do sedentarismo. Já há evidências de que o tabagismo também aumenta as chances de desenvolvimento da doença.

Quais são os principais sintomas?
A doença no início não apresenta sintomas ou sinais específicos, podendo sofrer variações ou, até mesmo, serem imperceptíveis. Recomendamos que a mulher conheça bem suas mamas e saiba identificar alterações para alertar o médico. O sintoma mais fácil de ser percebido é um caroço no seio, acompanhado ou não de dor. Outros são abaulamento, uma curvatura para fora de uma parte da mama, inchaço, espessamento ou retração da pele ou do mamilo, vermelhidão da pele ou com aspecto de casca de laranja, secreção pelos mamilos. Também podem aparecer pequenos caroços nas axilas e inchaço do braço.
Se a mulher tiver sinais ou sintomas como esses, deve procurar imediatamente o seu ginecologista ou mastologista.

Como é feito o diagnóstico?
O câncer de mama, além de ser classificado em diversos tipos, com características e graus de gravidade diferentes, deve passar por uma avaliação para saber sua extensão. Este procedimento, chamado estadiamento, determina se a doença é localizada (precoce), localmente avançada (tumor grande e com gânglios comprometidos) ou metastática (espalhada para outros órgãos).

A partir de que idade a mulher deve fazer esses exames regularmente?
Conforme a reunião de consenso internacional promovido pelo Inca há cerca de dois anos, a faixa etária onde atinge-se o maior benefício dos exames de rastreamento por mamografia é entre 50 e 69 anos de idade, com intervalo de dois anos, no máximo, entre os exames. Para rastreamento esporádico, ou seja, naqueles casos de exame dirigido a uma queixa específica, o exame clínico da mama e mamografia anual podem ser utilizados a partir dos 40 anos. No caso de mulheres pertencentes a grupos com risco elevado de desenvolver a doença, os exames devem ser iniciados cinco anos mais cedo.

Quais são os grupos com risco elevado?
• mulheres com histórico familiar de pelo menos um parente de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com diagnóstico de câncer de mama, abaixo dos 50 anos de idade;
• mulheres com histórico familiar de pelo menos um parente de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com diagnóstico de câncer de mama bilateral ou câncer de ovário, em qualquer faixa etária;
• mulheres com histórico familiar de câncer de mama masculino.

Homens também podem desenvolver câncer de mama?
Sim, os homens também podem ter a doença, já que eles têm tecido mamário. A relação é de 100 para um, ou seja, a cada 100 mulheres diagnosticadas com câncer de mama, haverá um homem com a doença. Como é pouco divulgado, pois o alvo sempre foi a doença em mulheres, estudos mostram que a média de idade dos homens que apresentam a doença varia de 50 a 70 anos. Na maioria dos casos a detecção é feita em estágio avançado, dificultando o tratamento.
Como nos outros tipos, o câncer de mama é uma doença tempo-dependente. Portanto, é fundamental que seu diagnóstico seja feito o mais cedo possível, o que aumenta relativamente as chances de cura. É muito importante que as mulheres procurem o médico regularmente, para fazer o exame físico e a mamografia.

Especialistas calculam que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama.


O Auto Exame:



Alterações que merecem muita atenção!




segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Quando você pensar em desistir...


Uma homenagem à todos os atletas da vida real, que não se sustentam do esporte, mas tem ele como base para se manter de pé e continuar todos os dias! Para todos os atletas da vida real que acordam cedo para treinar e começar bem o dia, e do treino seguem para o trabalho... Para todos os atletas da vida real que acordam cedo para trabalhar e do trabalho seguem para o treino, na intenção de finalizar bem o dia...

Uma homenagem à todos os atletas da vida real, que não se cansam de tentar... e querem mais... Sempre+!


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Canelite!

Hoje em dia podemos perceber que muito mais pessoas estão preocupadas com a saúde, e a busca pela atividade física aumenta a cada dia, mas nesta mesma proporção, aumentam o número de lesões....

E aí? Você já sentiu aquela dorzinha chata na canela, que foi aumentando, e aumentando, e aumentando, até que você se viu impedido de realizar o seu treino?

Talvez, você seja mais uma vítima da CANELITE.

O que é:

Tecnicamente descrita como Síndrome do Estress Tibial Medial (SETM), a popular canelite nada mais é do que a irritação e a inflamação de uma faixa de periósteo (membrana que recobre o osso) da tíbia na parte frontal da perna ("canela"), que cursa com dor e dificuldade para caminhar e/ou correr.

Ocorre por ocasião de um aumento súbito e desproporcional do volume de treino (frequência, intensidade) sem que os músculos da parte frontal da perna estejam adequadamente preparados para atenuar esta mudança de solicitação mecânica sobre o aparelho músculo-esquelético. Ou seja, os músculos não estão suficientemente fortes para suportar o aumento de carga.

A SETM está associada a atletas que praticam corridas e/ou saltos sobre superfícies duras, podendo assim provocar inflamações nos músculos cutâneos da perna, sem fraturas ou distúrbios isquêmicos.


Possíveis Causas:
-  Correr jogando o peso muito pra frente;
-  Pisar no solo com o primeiro terço do pé;
- Pessoas iniciantes no esporte ou que mudaram de atividade recentemente estão propensas;
-  Passadas muito largas;
- Pronação excessiva do pé é um fator que contribui para sobrecarga dos músculos posteriores da tíbia;
-  Calçado muito apertado ao redor dos dedos;
- Uso de tênis de corrida pouco flexível e com amortecimento inadequado;
-  Arco de pé fraco também pode contribuir;
- Panturrilha rígida estressando as estruturas da tíbia, fazendo tensão e puxando os músculos da tíbia;
-  Supertreinamento é marca registrada, especialmente quando se aumenta o volume de treinamento muito rapidamente;
- Treinamento sobre superfícies duras (Concreto é seis vezes mais severo para os seus tecidos da tíbia do que o asfalto. O asfalto é três vezes mais severo do que a terra batida. A grama é ainda mais macia, e diminui significativamente o risco de inflação na região da tíbia.);
-  Muito treino de velocidade, muito prematuramente, sobre superfícies duras.
-  Estudos recentes evidenciam ligação direta do salto alto diário, descrito como “abuso do salto alto” como um grande vilão, pois seria responsável pelo enfraquecimento deste grupo muscular.

Tratamento:
- A primeira medida terapêutica a ser adotada é a redução do volume e intensidade das atividades físicas até o nível que não mais venha provocar a dor (Exercícios aquáticos ou bicicleta ergométrica podem ser utilizados para manterem o condicionamento cardiorrespiratório.).
- O tratamento inicial tem como objetivo reduzir o processo inflamatório através de repouso relativo, uso de antiinflamatórios não hormonais, compressa gelada e modalidades eletroterapêuticas. 
- Devem-se corrigir as alterações anatômicas que predispõem à lesão com uso de órteses e palmilhas. 
- O alongamento do tríceps sural também contribui para o alívio dos sintomas. 
- Com a finalidade de evitar a recidiva do quadro, o retorno ao exercício deve ser feito de forma gradativa, após o desaparecimento dos sintomas. Não há consenso quanto ao tempo ideal de repouso. 
- O tratamento cirúrgico através da fasciotomia póstero-medial fica restrito aos casos crônicos não responsivos ao tratamento conservador. 
- As medidas de prevenção incluem exercícios de alongamento do tríceps sural, correção da técnica de corrida, a troca periódica do calçado e o planejamento de programas de treinamento graduados.



Bibliografia:

do Tênis, Guia, and Esportes de Aventura. "Dor na Perna do Corredor: canelite Por Dra. Ana Paula Simões| 13/09/2007-Atualizada às 07: 20."

Lima, Eliane F., and Dayana Priscila Maia Mejia. "Utilização da Crochetagem e da Quiropraxia como forma de Tratamento Fisioterapeutico em corredores de provas de rua portadores de Periostite ou Síndrome do estresse tibial medial (canelite)."

Rosa, Renata Ferreira, and Sílvia Dobes Raymundi. "Dor nas pernas em atletas."

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Meias de Compressão


     Muita gente vem me perguntar sobre a ação da meia de compressão e se seu uso vale a pena. Fui pesquisar para poder responder com maior precisão mas percebi que há pouquíssima informação sobre o uso destas para atletas de corrida. 
    A maior parte das pesquisas que li, concordam em que não há uma melhora significativa de desempenho em aspectos como VO2máx ou aumento de velocidade na prova (melhora do pace individual). A maioria concorda porém, que há uma recuperação muscular mais rápida. Motivos:

- As meias de compressão são utilizadas há muito tempo por cirurgiões vasculares para a melhora de sintomas de uma série de condições médicas, como veias varicosas, veias incompetentes, doenças vasculares periféricas e dores em panturrilhas por edema periférico, porque...
     ...elas melhoram o retorno venoso, uma vez que o sangue tem tendência a acumular-se nas pernas, tanto em repouso, como em exercício. Desta forma o uso das meias, através da compressão, na altura da panturrilha vão aumentar o aporte de oxigênio aos músculos, facilitando desta forma o retorno venoso e a consequente remoção de metabólitos recorrentes da atividade física, atingindo a homeostase muscular com mais eficiência, melhorando a resistência do atleta.
   ...Auxiliam no processo de recuperação pós-prova e consequente diminuição e/ou melhora do quadro de dor muscular tardia pós esforço em até 70%.

     De acordo com o Dr. José Marques Neto (www.doutorneto.med.br), "a diminuição da sensação de fadiga, cansaço, e inchaço das pernas ocorre devido à ação de compressão contínua da musculatura pela ação das meias e a prevenção de lesões supostamente tem sua justificativa baseada na ação das meias em diminuir a vibração muscular da panturrilha. Portanto não haveria uma grande ação muscular de tração sobre o osso e não causaria pontos de microfraturas, que poderiam evoluir para tendinopatias ou até mesmo fraturas por stress.". De qualquer forma, ainda não existem estudos conclusivos sobre estas alegações.

Como escolher sua meia de compressão:
    É preciso estar atento ao tipo de meia. Existem as meias de compressão pós-treino e as que são para o treino. Normalmente, na própria caixa do produto vem especificada a sua finalidade.
     O mais importante é que, após seu uso, esta não se deve deixar uma marca de garrote no topo da perna, o que mostra que a pressão está acima do que é recomendado para aquela pessoa e, portanto, a meia não está exercendo seu papel.

PS. As meias de compressão não tem relação com o tratamento ou prevenção da Canelite.
Este é um outro assunto que trataremos em breve aqui no blog!

Espero ter ajudado!!
Abraços!


Fonte:
- Ali, A, Creasy, RH, and Edge, JA. The effect of graduated compression stockings on running performance. J Strength Cond Res 25(5): 1385-1392, 2011
- Armstrong, Stuart A., et al. "COMPRESSION SOCKS AND FUNCTIONAL RECOVERY FOLLOWING MARATHON RUNNING: A RANDOMISED CONTROLLED TRIAL." Journal of strength and conditioning research/National Strength & Conditioning Association (2014).
- Kemmler, W, von Stengel, S, Köckritz, C, Mayhew, J, Wassermann, A, and Zapf, J. Effect of compression stockings on running performance in men runners. J Strength Cond Res 23(1): 101-105, 2009

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Você tem sede de que?

Com certeza você já ouviu falar que é importante ter um consumo de pelo menos 1,5L de água por dia... mas, sabe ao certo o por quê?


     A água tem um papel regulador de muitas funções de nosso organismo. a quantidade de água que consumimos tem um papel fundamental desde o controle da temperatura até o bom funcionamento do sistema circulatório.
     Para saber a quantidade certa de água para consumir, basta multiplicar o seu peso corporal por 0,03. Assim, uma pessoa com 70 quilos, por exemplo, deve tomar aproximadamente 2,1 litros de líquido por dia. Esse cálculo é feito de maneira geral, mas a necessidade de água varia de pessoa para pessoa. Um atleta de alto rendimento, por exemplo, pode perder um litro de água por hora e, por isso precisa de uma maior ingestão



A seguir, alguns benefícios que a ingestão adequada de água pode nos trazer!



- Controlar a pressão sanguínea (controla a densidade do sangue)

- Previne cãibras! Uma das causas das cãibras é quando há um desequilíbrio hidroelétrico em nossos músculos, causando uma contração involuntária dos mesmos. Beber água regularmente ajuda manter o equilíbrio hidroelétrico e o bom funcionamento das células musculares.

- Melhora o funcionamento do intestino: Quando o intestino não está funcionando muito bem, uma boa dica é comer mais fibras e ingerir mais água também. Aliás, ingerir muitas fibras e pouca água provoca o efeito reverso: intestino preso. A água auxilia na lubrificação das paredes intestinais e na movimentação do bolo fecal, evitando constipação e a formação de gases.

- Aumenta a resistência física: Durante exercícios, a perda de água pelo suor faz com que nosso desempenho piore. Além da hidratação, a água ajuda a controlar a temperatura do corpo, e assim melhora o rendimento em alguns esportes.

- Limpa o organismo: quando não nos hidratamos corretamente, substâncias tóxicas e prejudiciais ficam retidas no organismo, abrindo o caminho para o aparecimento de algumas doenças.

- Bom funcionamento dos rins: Beber muita água é a principal maneira de se proteger da formação de um cálculo no rim. Quanto mais água bebermos, mais o nosso sangue circulará e ficará diluído, facilitando o trabalho dos rins na hora de excretar nutrientes que não são mais necessários em nosso organismo. 

- Transporte de nutrientes: Se a ingestão de água for baixa, o sangue tende a ficar mais denso e, consequentemente, menos capaz de transportar nutrientes como vitaminas e minerais para nossas células.

- Ajuda a emagrecer: Aumenta a atividade no sistema nervoso, e assim, eleva o nível de energia gasto, além de manter o estômago "cheio", aumentando a sensação de saciedade (diminuição do apetite)

- Absorção de vitaminas: as vitaminas C e do complexo B são hidrossolúveis, ou seja, só são absorvidas pelo organismo com a presença de água.

- Manter a pele jovem: Um dos primeiros sinais da falta de água (desidratação) se dá na pele e nas mucosas. A pele perde o turgor, demorando para voltar ao seu estado natural, quando sofre uma distorção. Por exemplo, quando beliscamos a pele, ela logo deve voltar ao seu estado normal ao soltarmos. Se isso demora para acontecer, é sinal de que está desidratada. Além de deixar a pele hidratada e firme, beber água também favorece a excreção de toxinas, substâncias que prejudicam a pele.


E aí? Agora que você terminou de ler... vai um copo d'água?